domingo, 8 de setembro de 2013

Flores

Há muito tempo não me acontecia isso, sábado eu acordei com a macaca. Se você aí ficou confuso, essa é uma expressão usada lá no interior pra definir aquele dia em que a gente acorda atravessada, com a vó atrás do toco. Piorou? Sábado minha amiga, eu acordei irritada, irritando, rezando para que fosse uma crise de TPM e não um ataque súbito de chatice. Mas seja lá o que tenha me acontecido, eu peguei o carro e fui andar, sozinha, bater perna, tomar um café e nessa andança eu decidi que tinha que comprar flores. 

Nunca havia comprado flores antes, somente ganhado e ainda muito esporadicamente, mas de repente eu concluí que ter flores colorindo minha casa poderia me fazer muito bem e ainda de quebra alegrar o apêzim.

Depois de andar quilômetros, ver duzentas vitrines e comer gordices no Mc Café eu fui atrás delas e cheguei a outra conclusão.



Eu não sabia comprar flores, não entendo nada delas, não sei o nome e estava confusa. Só sabia que estava decidida a trazer uma linda comigo. O meu critério foi escolher aquela que fizesse meu coração bater mais forte.


O resultado foi que meu estado de espírito melhorou, minha sala ficou toda charmosa e agora eu não me canso de olhar.


Bom restinho de domingo!

Com flores,

Beta


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fofura Mode on

Não sei se por influência do post que fiz outro dia ou o fato de ser apegada a roupas e histórias ou aos dois, hoje tô no mesmo clima. A história dessa blusa é ainda melhor do que a do vestido.

Esquenta a água pro chá e vem ouvir:

Acho que nunca comentei, mas na época da minha faculdade eu trabalhei na Copasa aqui em BH (para minhas leitoras estrangeiras, Copasa é o lugar que cuida na nossa água). Foi 1 ano de estágio que eu não vou esquecer jamais, me lembro que no último dia eu chorava tanto mas tanto que quase me mandaram pro hospital. Isso tudo porque minhas colegas de trabalho me receberam tãaaaaaaao bem, foram tão carinhosas me ensinando tudo nos mínimos detalhes que eu me apeguei. Ficamos amigas, de verdade e lembro de todas elas até hoje, não nos vemos muito, aliás poucas foram as vezes que nos vimos depois do ataque de choro compulsivo...

Mas tem uma coleguinha em especial, a Paty, que não saiu da minha cabeça nem do meu coração. Não a toa ela era chamada de Fofa, porque escorria mel e doçura (e paciência e tolerância)! Um belo dia a Fofa chegou no escritório com aquele caminhar leve e a voz mansa, parecendo uma princesa de olhos azuis, vestindo uma blusa que meu olho não parava de olhar e eu só pensando em como seria possível, ela não só ser tão fofa, como ainda conseguir expressar isso de uma forma tão sutil???? 

E num minuto eu comentei:
Paty, que linda a sua blusa!!!!!!!
Ela respondeu: 
Você gostou??

Sim, eu havia gostado muito, especialmente porque era ela quem vestia, talvez em outra pessoa não teria ficado tão linda!


Aí que no outro dia a Fofa me chega com uma sacolinha e diz:
Toma, é pra você!

(pausa para que possamos imaginar a cara que eu fiz quando abri a sacolinha)

Eu juro que não acreditei, como assim? Pra mim? Eu não podia aceitar, afinal era a blusa de princesa da Paty e ela combinava perfeitamente com ela! Mas meu coração tava acelerado, eu peguei a blusa, dei um abraço forte de retribuição e nunquinha mais eu larguei, tampouco esqueci dessa história!

Não preciso nem dizer o apreço que tenho pela blusa e o carinho que tenho pela Paty!




Ao contrário do que faço com muitas peças do meu armário, essa eu não economizo, uso sempre e me lembro sempre. E até hoje me surpreendo com os botões rosa bebê, contrastando com o azulzinho, não existe candura maior no mundo!

Vou deixar um beijo bem grande pra Paty, a Fofa mais linda de todas!

Com amor,

Fofa

domingo, 1 de setembro de 2013

Coisa marlinda do universo

Me perdoem a babação de ovo, mas não tem como não babar. Estou falando que aqui é tudo grande e tudo muito, então tá!

Umas das coisas mais incomodantes na minha vida era o fato de eu não ter irmã, tenho um irmão (homenzinho), mas estou falando de irmã do sexo feminino, mulherzinhas, bffs, cúmplices, aquela que só de olhar a gente já entende... Nossa, como eu queria... Com o tempo acabei elegendo minha prima pra ocupar esse lugar e minhas amigas são tão amigas que de repente eu já tinha um monte de irmãs.

Até que um dia meu irmão engravidou (oi?) e presenteou nossa família com um bebê lindo. Eu sou meio desajeitada com bebês e criancinhas, confesso, mas tenho a maior paciência e identificação com crianças mais crescidinhas e adolescentes. Depois de alguns anos, aquele bebê que havia entrado na nossa família cresceu e apareceu uma menina linda e eu quase que não me aguentei de tanto amor.

De uma hora pra outra enxerguei uma amiga ali, uma filha, uma irmã, uma companheira e um reflexo, muito do que eu fui e vivi um dia, hoje eu estava enxergando nela.

(Eu avisei que a babação ia ser muita, alguém ainda tem estômago? Então vamos prosseguir que o pior melhor está por vir.)








Hoje eu me identifico total, a gente conversa, troca informações fashion, ri, deita e rola. E morro de orgulho, aff...

Bom domingo lindas!

Com amor,

Beta

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Apego sentimental

Final de semana fui rapidinho em Campo Belo visitar minha mãe. Uma coisa que eu sempre faço quando estou em casa é abrir os armários é ficar remexendo na tonelada de coisas que guardo lá. Já tirei muita coisa, mas é impressionante como ainda tem tralha naquele lugar... O processo de mexer em tudo é bom porque acabo lembrando de coisas que já tinham saído da minha cabeça e alimentando o sentimento por outras que estavam guardadinhas esperando por um afago meu. Naquele dia, o que aconteceu foi que eu dei de cara com esse vestido, que se não me falha a memória foi comprado num brechó aqui em BH em 2001, isso mesmo, há 12 anos e foi usado uma única vez, me lembro bem qual foi, tinha 21 aninhos e me senti linda.


Num minuto já estava vestida com ele e bem, quase que não fecha, mas com umas mexedinhas aqui e eali ele acabou entrando e novamente me senti linda, mas sinceramente acho que não o usarei mais. Por mais que ele seja vintage, mangas compridas e bem vovozinha, a dose aplicada de sensualidade é grande. A parte de cima toda em tule e bordada somente no peito com as mini margaridinhas não me deixariam a vontade nos meus 33 como me fizeram sexy-sensual sem ser vulgar nos meus 21. Mas eu não fiquei triste, ele vai continuar morando lá, o acho tão lindo tão lindo que não tenho coragem de me desfazer.


Não pensem que é futilidade, assim como pessoas se apegam a obras de artes caréeeeeezimas, outras em carros, outras em perfumes, eu me apego em roupas com histórias.

E vocês têm apego com alguma coisa??

Bjos históricos,

Beta

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mood Board

Foi na última sexta uma vontade louca de sair quentinha e confortável. Nada me deixa mais feliz do que um dia de temperatura amena no inverno, aquele céu azul lindo de doer, um solzim quentim... E a perspectiva de um final de semana com muitas horas livres.




Nem uma espinha adolescente no queixo, que me acompanhou a semana toda, conseguiu me inibir.

Bjos e uma semana cheia de coisas boas!

Beta

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Total Man Repeller

Nada de querer ser do contra, é uma questão interna mesmo, vem uma força lá de dentro e PAH! não tem como escapar! O Rê já acostumou ou pelo menos disfarça bem ou entregou os pontos sei lá. Já disse que curto uma desconstrução, uma combinação meio descombinante, um penteado meio despenteado... Sou assim.

Um sábado qualquer eu tava de bobeira na televisão, alguém colocou no Esquadrão da Moda e eu concentrei na hora. Não sou a tarada da maquiagem, tento tento mas não flui, me viro razoável e é isso, só que nesta hora, me vi vidrada no batom que a Vanessa Rozan estava usando.


Sério que fiquei tão obcecada com o bichinho que no outro dia já tava atrás e achei e comprei e tô andando com a boca roxa everywhere I go.

 Tá, o Rê não gostou mas ele não discute mais, já entregou os pontos mesmo...

Beijo e queijo!

Enquanto isso...


Oi gentem, cês sabem que quem passa por aqui, leva em primeira mão tudo o que acontece na Amour! Então, ouvi hoje no telefone, da Mari ( nossa representante princesa de Vitória) que ela havia ligado no showroom várias vezes e nunca me achava... É verdade, ela tava bem certa, pode até soar estranho, mas o lugar que eu menos tenho estado é no nosso escritório, porque depois de quase 5 anos de empresa/empresária eu acabei aprendendo e tomando gosto ( a duras penas né Rê?) por algumas coisinhas que antes eu arrepiava. Que eu amo me debruçar num rolo de tecido é claro, mas daí ficar transitando daqui pra lá (agir estrategicamente no business world) fazendo mil reuniões, agregando pessoas, fazendo parcerias é tarefa nova pra mim e bem, tenho feito até bem!!!

Voltando as novidades, estamos alinhavando as idéias, juntando tudo num contexto e logo nascerá uma história linda, que por intuição (e muito trabalho) já posso prever um tsunami de acontecimentos bons, muito bons...

Ah! Mari, eu não sumo nunca, a Amour está a mil por hora!! Estou te esperando para o MTP!!

E amiga, você tem toda razão, as flatforms são sim, a última tendência e eu também acho que elas não vão estourar, assim como os creppers. Eu acho lindo, moderno, cheio de personalidade!! 

Ó:


Cês gostam? Eu demais!!


Bjim